Embaixada de Portugal na Roménia

Ministério dos Negócios Estrangeiros

UNIVERSIDADE CATÓLICA – PREVISÃO MAIS PESSIMISTA DE CRESCIMENTO DA ECONOMIA

Na folha trimestral de conjuntura, hoje divulgada pelo Católica Lisbon Forecasting Lab – NECEP:

  • Sem Título
  • A economia portuguesa vai crescer 1,3% este ano e 1,7% no próximo.
  • Anteriormente, apontava para um crescimento de 2% neste ano e 2,2% em 2017 (VER ENQUADRAMENTO)
  • A forte revisão em baixa com três fatores:
  1. Agravamento do défice estrutural em 2015
  2. Fragilidade do crescimento no segundo semestre do ano passado
  3. Política orçamental em 2016 menos expansionista face ao anunciado pelo Governo em Janeiro.  

ENQUADRAMENTO

Em Janeiro, a Católica fazia ainda, porém, a previsão mais otimista. O prosseguimento de "choques de preços favoráveis como aqueles a que a economia portuguesa foi sujeita ao longo de 2015, a que se poderia juntar a política acomodatícia do BCE, favorecem a continuação da recuperação" e, por isso, o NECEP "antecipa um crescimento próximo dos 2% em 2016 e dos 2,2% em 2017".

Porém “as previsões para 2016 estão envoltas num quadro elevado de incerteza decorrente da intenção de mudança de política orçamental face às recomendações das instituições internacionais especializadas".

"Se uma política orçamental expansionista poderia, em condições normais, ser favorável ao crescimento económico no curto prazo, o elevado nível de endividamento público pode dissipar este efeito caso a desconfiança dos investidores vier a aumentar os custos de financiamento da economia portuguesa", alertaVAm os economistas da Católica.

  • As perspetivas mais sombrias para a economia portuguesa refletem-se já nas estimativas para o primeiro trimestre deste ano. A Católica estima que o PIB de Portugal vai crescer apenas 0,1% nos primeiros três meses do ano, face ao trimestre anterior, enquanto na comparação homóloga a variação prevista é de 0,8%.
  • A confirmarem-se estas previsões, a economia portuguesa continuará num ritmo de abrandamento, que já se observou no segundo semestre do ano passado.

 

  • "A economia portuguesa encontra-se num compasso de espera que se manifesta num adiamento da recuperação do investimento", refere a Católica, assinalando que "as exportações também apresentam um menor fulgor como resultado de uma ligeira deterioração das perspetivas em torno da economia mundial e, porventura, da apreciação do euro registada neste início de 2016".

Riscos da economia portuguesa

  • Os principais riscos da economia portuguesa continuam a ser de natureza financeira, quer os ligados ao processo de consolidação das finanças públicas, quer os relativos à capitalização do sistema financeiro.
  • A qualquer momento as autoridades podem ver-se forçadas a tomar medidas discricionárias de contenção o que se traduziria, no curto prazo, numa nova desaceleração do crescimento.
  • Porém, a mera perspetiva de que tais medidas são prováveis contribui, desde logo, para o adiar de despesas de investimento e de consumo.
  • A credibilidade da política orçamental e financeira é um traço central da atual conjuntura. Na perspetiva do NECEP, as metas nominais para o défice orçamental (2.2%) não serão atingidas com as medidas inscritas no OE.
  • E o nosso cálculo é que o défice se possa situar em 3.1% em 2016. Ainda assim, é possível que o governo consiga evitar medidas adicionais de curto prazo que pesem negativamente no crescimento económico.

 

NECEP/CEA/CLSBE/UCP – Folha Trimestral de Conjuntura nº 44 (Ano XI) – 1º trimestre 2016

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